Renda Fixa é demais!

Renda Fixa: Tudo o que você precisa saber

A Renda Fixa é o tipo de investimento mais seguro e estável para quem está começando ou prefere esse perfil.

Mas independente se você curte risco ou não, a renda fixa é sempre recomendada para manter aquele fundo de emergência nosso de cada dia.

O nome é auto explicativo, renda fixa por que o que ela rende é fixo (dã), sendo definida de forma percentual permanente ou seguir algum índice como o CDI, Selic, Inflação entre outros.

Como na maioria dos investimentos, ela também tem suas peculiaridades e alguns títulos de risco, com maior rendimento, mas vou explicar aqui tim-tim por tim-tim pra você ficar esperto.

Inicialmente, vamos a um pouco mais de detalhes sobre

O que é Renda Fixa

Renda fixa é demais!

Como citado antes, Renda Fixa é como chamamos uma modalidade de investimentos, onde os rendimentos são definidos uma vez e os ganhos, seguem o que foi estipulado.

Por exemplo: Eu invisto R$500,00 no tesouro prefixado à uma taxa de 10% ao ano, depois de um ano eu resgato R$550,00.

Simples não é mesmo?

Aqui é o ponto mais recomendado para começar a por o pezinho na agua dos investimentos, pois em sua maioria, possui um risco mínimo de perder dinheiro.

E mesmo para quem já curte uma renda variável e criptomoedas, normalmente têm algum valor aplicado aqui também.

Não que seja uma regra geral, os ganhos na renda variável e criptomoedas são maiores do que na renda fixa, mas o risco está sempre acompanhado e é sabido que não é legal deixar todos os ovos em um cesto só.

E como dito, a renda fixa é uma modalidade de investimentos, dentro dela existem várias aplicações com referências diferentes.

Diferenciados por objetivo, rentabilidade, emissor, risco etc.

E você já deve ter ouvido falar de uma ou outra delas:

Mais detalhes sobre cada uma a frente.

Como funciona a Renda Fixa

A Renda Fixa traz uma possibilidade que talvez você não imaginava que era possível, sabe quando sua mãe te dizia: “- Tenho cara de banco?”

Então, agora você É o banco!

Você empresta o dinheiro para o governo, empresas ou até mesmo bancos mesmo!

Parece que o jogo virou, não é mesmo?

E a regra é a mesma, você empresta o dinheiro por um tempo e o tomador precisa te pagar com juros, no prazo.

Fenomenal!

Daí você pode se perguntar: “-E se eu emprestar o dinheiro para um banco e ele falir?”

Aqui é onde o Super FGC (Fundo Garantidor de Crédito) entra em ação, a maioria dos títulos de renda fixa até R$250000,00 são cobertos por ele.

Ou seja, se der ruim pra instituição que você aplicou, o FGC te retorna o valor.

Agora vamos ver os três tipos de rentabilidade na renda fixa.

Títulos Prefixados

Essas aplicações ignoram tudo o que acontecer no mercado e te pagam o que foi definido.

Se foi definido no momento da aplicação, 8% ao ano, é 8% ao ano e é isso ai.

O juros pode subir, a inflação descer, o CDI sambar, que o prefixado está lá, pleno e belo.

Para quem acompanha um pouco mais do mercado financeiro, ele é recomendado para quando os Juros estão caindo e/ou se manterão baixos, normalmente abaixo do rendimento prefixado.

Ou para quem quer usar da exatidão para calcular o retorno no futuro e ter uma boa precisão de resgate.

Títulos Pós-Fixados

Essas aplicações sambam conforme os indexadores de referência da economia para seus rendimentos.

Como a taxa selic ou o CDI, por exemplo:

Se a selic está 1% esse mês, mês que vem 0,5%, no outro 1,5%, cada mês esses valores vão se acumulando e no vencimento, definido na aquisição, você receberá o valor recorrente.

Para o CDI ou IPCA segue tudo igual, a variação no período que vai definir o quanto você receberá, daí é importante saber ao menos o que representa o indexador da sua aplicação.

Aqui é recomendado para quem acredita que os Juros irão aumentar e se manter altos.

Títulos Híbridos

Aqui é onde os dois anteriores se misturam, normalmente o IPCA+ é assim, ele te paga a inflação, que é o IPCA + um rendimento fixo, por exemplo:

IPCA+ 5%, você receberá 5% fixo mais o que o IPCA alternou até o vencimento.

Essa aplicação é bem legal, pois ela sempre vai te pagar um valor acima do indexador, nesse exemplo foi a inflação, então 5% acima da inflação foi garantido!

Como nos outros, esses títulos são recomendados para garantir um ganho real, pois ele garante rendimento sobre qualquer variação, mantendo o poder de compra no futuro.

Agora vamos conhecer um pouco dos

Tipos de Títulos de Renda Fixa

Conhecendo as formas de rendimento dos títulos, vamos aos tipos de títulos em si, pra você saber em que está investindo.

Poupança

Sim, isso mesmo, poupança é um título de investimento de renda fixa!

Ai sim fomos surpreendidos novamente!

O investimento mais popular do Brasil, mas não chega nem perto de uma rentabilidade interessante, principalmente nos dias de hoje (11/08/2018) e sua segurança é a mesma dos outros títulos garantidos pelo FGC.

A regra de rendimento da poupança é definida pelo Banco Central e você pode verificar aqui.

Traduzindo rapidinho, a poupança tem dois rendimentos dependendo da Taxa Selic.

Se a taxa selic for menor que 8,5% ao ano, a poupança paga 70% da Selic.

Se a taxa selic for maior que 8,5% ao ano, a poupança paga 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial), que em 2018 está fixa em 0,00%, isso mesmo Zero.

Você pode acompanhar mais detalhes sobre a TR nesse post no blog Tororadar.

Ou seja, se a taxa selic for maior que 8,5% a poupança paga 6%.

WTF?!

Revolta a parte, prosseguindo, existe um ponto diferencial da poupança que é a isenção de imposto de renda e IOF que tem regras claras que abordarei em próximos posts.

Tesouro Direto

Ah nosso queridinho Tesouro Direto, todo mundo adora esse cara!

Nele você está emprestando dinheiro para o governo.

Têm tudo que a poupança oferece, mas com rendimentos maiores, dentro das suas modalidades.

Possui liquidez diária e segurança garantida pelo FGC e se ajusta à praticamente qualquer perfil de investidor ou planos.

Curto, médio ou longo prazo, tesouro direto é ótimo para o seu fundo de emergência, acumular para o playstation 5 ou fazer aquela viagem no final do ano.

Em contra partida, ele tem incidência de imposto de renda, retido direto na fonte, sobre o rendimento conforme a tabela regressiva:

  • Até 180 dias = alíquota de 22,5%
  • De 181 a 360 dias = alíquota de 20%
  • De 361 a 720 dias = alíquota de 17,5%
  • Acima de 720 dias = alíquota de 15%

E para investimentos aplicados com menos de 30 dias, também é cobrado IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

CDB – Certificado de Depósito Bancário

No CDB você empresta dinheiro para algum banco.

Sua rentabilidade é atrelada ao CDI, que é uma taxa de juros interno, só para bancos.

Nele você pode ter tanto liquidez diária quanto outras frequências, além também de ter valores mínimos para investimento mais altos que o Tesouro Direto.

O resto segue normal, segurança do FGC e rentabilidade legal.

Também incide IOF com menos de 30 dias e imposto de renda regressivo, hein.

LCI e LCA – Letras de Crédito Imobiliária e do Agronegócio

Nesse você empresta dinheiro para alguma construtora ou fazenda.

Também possuem rentabilidade atrelada ao CDI, mas sua liquidez normalmente é só no vencimento do título.

Ou seja, você coloca o dinheiro aqui e esquece.

Só recebe de volta no vencimento mesmo, com o rendimento tudo certinho.

Também tem cobertura do FGC e um diferencial interessante.

ISENTOS DE IMPOSTO DE RENDA.

Desculpe minha empolgação, mas é importante ressaltar essa belezinha, depois é só calcular certinho qual compensa mais investir.

LC – Letras de Câmbio

Esses você está emprestando para instituições financeiras que não são bancos.

Têm rentabilidade, normalmente, acima dos CDBs, mas com liquidez travada no vencimento, como as LCIs e LCAs.

São cobertas pelo FGC e seguem com imposto de renda como os outros.

Debêntures

Nesse título você empresta para empresas privadas, fora do setor financeiro e imobiliário.

Têm uma rentabilidade interessantíssima, mas aqui há um ponto para se atentar.

Debêntures não são cobertas pelo FGC.

Então você precisa dar uma pesquisadinha sobre a empresa emissora do título, entender como que está a situação dela e outros detalhes.

Por que nesse caso, se a empresa afundar, seu investimento vai junto.

E também é bom verificar se são títulos incentivados, pois esses são isentos de imposto de renda, assim como as LCIs e LCAs, mas as Debêntures não incentivadas, tem imposto de renda normalmente.

CRI e CRA – Certificado de Recebíveis Imobiliário e do Agronegócio

Esses são uns carinhas um pouco mais raros de encontrar por ai.

São emitidos pelas securitizadoras, que trazem rendimentos bem altos, mas em contra partida, não tem garantia do FGC.

Lembrando novamente, é sempre bom dar uma pesquisada sobre o emissor do título, ver como ele está das pernas, pra você não perder dinheiro no processo.

Imposto de renda segue normal.

Enfim

Muitos dinheiros pra você!

E é isso, todos os tipos de investimentos em renda fixa abordados por aqui.

Cada um com suas características, liquidez, rentabilidade, segurança e tributação.

Em breve trarei mais posts sobre cada um deles em detalhes, para te apresentar como é esse mundo dos investimentos e te ajudar a ser mais rico e feliz.

Não basta a liberdade de escolher o que quisermos, se não conhecemos todas as opções.

Deixa ai nos comentários sobre o que você gostaria que eu escrevesse, darei prioridade máxima à você.

Por hoje é isso, sempre desejando para você uma

Vida Longa e Próspera!

Até a próxima!

 

Felipe Muniz

Felipe Muniz

Um nerd que teve a vida completamente transformada pelo livro Pai Rico, Pai Pobre e apresenta o poder desse conhecimento, de forma simplificada, para ajudar cada pessoa a despertar da matrix financeira.