A importância do Fundo de Emergência

Fundo de emergência: Por que é importante e como cria-lo.

Uma das coisas que mais desejo para todo mundo é que nada de ruim aconteça, mas se acontecer e você precisar de dinheiro urgente, você tem um fundo de emergência?

Coisas quebram, acidentes acontecem, pessoas adoecem.

Nenhum de nós é imune às adversidades da vida.

Empréstimos rápidos nos bancos têm aquelas taxas de juros salgadas e as vezes dependem de aprovação e uma burocracia enorme.

Então a melhor forma de se garantir contra os imprevistos é com seus próprios esforços, num fundo de emergência.

Mas antes de prosseguir, partimos do pressuposto que você esteja com as finanças controladas, sem dívidas comendo o seu juízo.

Se você ainda sofre com dívidas, volte uma casa e leia esse post, depois continue o jogo

O que é um fundo de emergência?

Fundo de emergência ou reserva de emergência é o famoso pé de meia.

Aquela grana sempre disponível, mas que de preferência, você nunca precise usar.

Que te garante

Mas dentro do economês, ele tem duas características para se considerar, a primeira delas é quanto ao valor.

É recomendável que você tenha entre 6 e 12 meses do seu custo de vida nessa reserva, mas nada impede que tenha mais, só evitamos ter menos.

Mas como assim, custo de vida?

Se você viu meu artigo sobre dívidas, uma das coisas mais importantes para o sucesso financeiro é saber exatamente quanto você ganha e quanto você gasta.

O seu custo de vida são os gastos com o que você precisa para viver, como alimentação, moradia, eletricidade, transporte as coisas essenciais.

As geminhas no Plosh Royale (Supercell, paga nós) não contam aqui.

A outra característica do fundo de emergência é a Liquidez.

Que não tem não tem nada a ver com molhar dinheiro. (Ba dum ts)

Vamos ao tradutor de economês:

O que é Liquidez?

Na economia, a liquidez significa o quão fácil é o acesso ao dinheiro de alguma coisa.

Vamos a um exemplo mais pratico, imagine que você tem R$10.000,00 para sua reserva de emergência:

Situação um:

Você compra um terreninho (bem inho mesmo), mas se você precisar do dinheiro investido para uma emergência, você precisa correr para vender o terreno o que pode demorar um pouco.

Não é todo mundo que acorda de manhã e pensa: “- Hum, hoje é um ótimo dia para comprar um terreno!”

O terreno tem pouca liquidez.

E para acelerar a venda, muitas vezes você precisa reduzir o preço.

Nesse caso, você está trocando valor por liquidez, o que também não é bom para um fundo de emergência, por que você perde dinheiro no processo.

Situação B:

Você compra títulos bancários onde indica que a liquidez é trimestral, bem, aqui está auto explicado, não é?

O ponto ruim, nesse caso, para uma reserva de emergência é que se passar o período de resgate daquele título e você passar por uma emergência, lascou-se.

As vezes não da pra esperar até o mês que vem, não é mesmo?

Situação III:

Você compra títulos do Tesouro Direto, que sempre tem liquidez diária!

Ou seja, passou aperto, você dá o comando de resgate para sua corretora e no mesmo dia (dependendo do horário, no dia seguinte) já está com o dinheiro em conta!

E isso é o que torna o Tesouro Direto, normalmente, a melhor opção para uma reserva de emergência.

Por que NÃO deixar o dinheiro na poupança?

Deixar o Fundo na Poupança fica meio redundante, não acha?

Ok, ok… péssima piada, foi mal. hahaha

Poupança tem liquidez, que é uma característica importante para o fundo de emergência, mas poupança não é uma opção muito boa para rendimento.

Mas é menos pior que deixar o dinheiro embaixo do colchão e pelo mesmo motivo: Inflação!

(Pelo amor do que é mais sagrado pra você, não guarde dinheiro embaixo do colchão)

Tradutor de economês, ATIVAR:

O que é Inflação?

Inflação é a taxa que rege o aumento dos preços no mercado.

A grosso modo, é o que fez com que R$100,00, nos anos 2000, desse para a compra do mês e hoje compra só o pão e o leite pro final de semana.

Essa taxa vai acumulando com o tempo e o dinheiro vai diminuindo o poder de compra.

Os economistas que me perdoem, mas outra forma de entender a inflação é que ela faz o seu dinheiro valer menos.

Pronto, falei.

Analisando o rendimento da poupança nos últimos anos, na coluna Retorno Real (%) você vê que ela rende pouca coisa acima da inflação, e as vezes até ABAIXO.

Onde deixar o Fundo de Emergência, então?

Bate pronto assim, sem pensar muito: Tesouro Selic.

Mas existem outras modalidades de tesouro direto que também podem ser utilizadas para guardar o seu fundo de emergência.

Cada um com suas características e que atendem aspectos de rentabilidade de forma diferente.

Alguns com rendimentos sempre acima da inflação, não importa quanto a inflação atinja, como o Tesouro IPCA+.

E tudo com a mesma garantia da poupança, que é o FGC (Fundo Garantidor de Crédito), esse cara ai que torna a poupança segura e funciona igualzinho para o tesouro direto.

Então não tem muita desculpa para não começar a reserva de emergência agora!

Enfim

Que aulão de Educação Financeira hein?

Aposto que você só tinha ouvido falar de alguns desses termos apenas nos jornais e tretas políticas no rostobook.

Essas coisas a gente não aprende na escola e em muitas faculdades também não.

Entender o funcionamento básico desses recursos da economia muda totalmente nossa visão das coisas.

E saber como usar esses recursos que estão ai para nosso benefício, é garantir que fazemos escolhas melhores com nosso suado dinheirinho.

E se você tiver alguma dúvida sobre qualquer um dos pontos que eu citei, deixa ai nos comentários que sempre dou prioridade para criar novos posts.

E de preferência, sem precisar usar o fundo de emergência!

Como já dizia Comandante Spock:

-Vida longa e próspera!

Até a próxima pessoal!

Felipe Muniz

Felipe Muniz

Um nerd que teve a vida completamente transformada pelo livro Pai Rico, Pai Pobre e apresenta o poder desse conhecimento, de forma simplificada, para ajudar cada pessoa a despertar da matrix financeira.